CINEMA DE AUTOR
BALCÃO ENTRADA GRATUITA | SESSÃO c/ lugares marcados
GÉNERO DOCUMENTÁRIO | DURAÇÃO 60 MIN | CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA M/12
“NÓS NA RUA” é um filme que acompanha quatro músicos e um bailarino de samba tradicional que ocupam a baixa pombalina da cidade de Lisboa para fazer dela o seu palco.
Desde os tempos antigos que a música faz parte da sociedade e tem grande influência nas comunidades, assim como um grande poder sobre as emoções e a psique humana. Consciente de que a rua é o grande palco da vida, descobri na cidade de Lisboa uma grande afluência de artistas a trabalhar na rua, diversificado nas suas artes e nacionalidades, aspeto que me despertou a curiosidade de conhecer os motivos que levam estas pessoas a representar, trabalhar ou viver diretamente na rua.
Com esta nota de intenções, o realizador Luís Margalhau constrói um documentário de 60 minutos sobre os artistas que fazem da Baixa lisboeta o seu palco pessoal. O espectador é apresentado a cinco personagens que, apesar das suas origens tão diferentes, têm muito em comum.
São eles: Christian Grosselfinger (violoncelista), Tony Banza (guitarrista e fadista), Ananda Kríshna Roosli (tocador de didgeridoo, hang e surpeti), Bernat Rebés Ruiz (violinista) e Joel Oliveira ("performer" e bailarino de samba).
No filme conhecemos Christian Grosselfinger, um músico brasileiro que veio para Portugal estudar violoncelo. O seu percurso como músico de rua iniciou-se em Viena quando conheceu uma violinista que vivia de tocar na rua. Para ele, tocar na rua é um sentimento de liberdade.
Tony Banza é de Setúbal. Em 1979 saiu de sua casa no Alentejo e foi de férias ao Algarve, levou a sua viola, experimentou colocar o saco no chão e começou a receber umas moedas. Motivado por essa experiência chegou a ir à televisão e tentou ser cantor profissional, o que não chegou acontecer. Toca na rua à 32 anos.
Ananda Kríshna Roosli, de nacionalidade Suíça, é licenciado em música. Tendo sido professor de música no seu país, toca instrumentos pouco habituais como o Didjeridu, Hang Drum e o Shrutibox. Sendo um viajante do mundo, tem como filosofia de vida tocar na rua para distribuir boa energia e força positiva, onde cada uma das suas musicas é uma viagem espiritual.
Bernat Rebés Ruiz é de Barcelona e toca violino desde os 5 anos. Fez parte de uma orquestra sinfónica durante 10 anos. Em 2010, termina a licenciatura de Musicologia e inicia um sonho antigo: fazer uma viagem a pé sem data de regresso, caminhando de Barcelona, por um caminho que atravessa todos os Pirinéus até ao Pais Basco. Foram 2000 Km a pé. Já em Portugal, experimentou tocar na rua, mas os dois primeiros dias foram difíceis.
Joel Oliveira é Brasileiro e bailarino de Samba. Em abril de 2010 chegou a Portugal para ministrar oficinas teatrais, encantou-se por Lisboa e foi ficando. Diz que gosta de estar na rua porque é uma boa maneira de conviver com as pessoas, de compartilhar o seu trabalho e distribuir sorrisos. Diz que a rua é uma escola e a sua profissão.
Produzido pela Margas filmes em co-produção com o Cine-Clube de Avanca e a Filmógrafo, este é o último filme do realizador Luís Margalhau.
Estreado e premiado no Festival de cinema AVANCA, selecionado em vários festivais internacionais, foi igualmente premiado no Curta Amazônia (Brasil).
Uma programação do Cine Clube de Avanca, em colaboração com o Cine-Teatro de Estarreja e o Município de Estarreja. Conta ainda como apoio do ICA e do Ministério da Cultura.